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18 mar 2014

Placas ateroscleróticas desaparecem com diminuição de colesterol

As placas ateroscleróticas iniciais podem desaparecer quando os níveis de colesterol LDL, o chamado mau colesterol, diminuem, defende um estudo publicado na revista “PLoS Genetics”.

Cerca de metade das mortes em todo o mundo são causadas por acidentes vasculares cerebrais e enfartes agudos do miocárdio, sendo a aterosclerose a principal causa. Esta é uma condição progressiva que é caracterizada pelo acúmulo de placas nas paredes dos vasos sanguíneos. Quando estas placas rompem forma-se um coágulo que pode causar um AVC ou um enfarte agudo do miocárdio, dependendo como e onde o coágulo é formado. Assim, é aconselhável impedir o desenvolvimento das placas, ou reduzir e estabilizar as que já tenham se desenvolvido.
Neste estudo, os investigadores do Instituto Karolinska, na Suécia, utilizaram ratinhos com níveis elevados de colesterol LDL que formam placas em estágios avançados, similar ao que acontece nos humanos com elevados níveis deste tipo de colesterol. Através de uma alteração genética os investigadores foram capazes de diminuir os níveis de colesterol LDL a qualquer momento.
O estudo apurou que quando os níveis de colesterol LDL diminuíam, as placas iniciais desapareciam quase completamente. No entanto, as placas que se encontravam em estágios mais avançados reduziam de tamanho, mas não desapareciam.
“Se a diminuição dos níveis de colesterol LDL afetar a aterosclerose nos humanos da mesma forma, estes resultados sugerem que as placas em estágios avançados podem ser impedidas se os tratamentos para o colesterol forem administrados suficientemente cedo nos indivíduos que apresentam risco elevado de doença cardiovascular. O principal problema é identificar estes indivíduos”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das investigadoras envolvidas no estudo, Josefin Skogsberg.
Os investigadores também identificaram redes de genes que eram ativadas pela diminuição do colesterol e que causavam a regressão das placas ateroscleróticas. Verificou-se que havia diferenças grandes entre as redes envolvidas nas placas iniciais, maduras e avançadas e que estas diferenças eram maiores do que os investigadores anteriormente pensavam.
A investigadora acrescentou que acredita que os reguladores destas redes poderão ser alvos de tratamento que poderia funcionar paralelemente, de modo a melhorar o impacto da diminuição dos níveis de LDL na regressão de placas nos indivíduos com placas de gordura madura e avançadas.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.