PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER CADASTRE-SE AQUI

CONTATO

31 3222.0259 mapa
Rua da Bahia, 1900, 4º andar, Lourdes - Belo Horizonte
31 3335.8560 mapa
Av Olegário Maciel, 1600. Lourdes Shopping Diamond Mall - Belo Horizonte
4 nov 2013

‘Anklebot’ que mede a rigidez articular pode ajudar na reabilitação de tornozelo

A articulação do tornozelo é uma complexa estrutura composta por músculos, tendões e ossos, que representam um verdadeiro desafio para a reabilitação quando algo está errado. Agora, uma equipe de especialistas em biomecânica do MIT desenvolveu um robô chamado “Anklebot”, que pode medir a rigidez do tornozelo em diferentes direções, dando informações importantes para fisioterapeutas.

The Anklebot

Neville Hogan, professor de Engenharia Mecânica do MIT, diz que o tornozelo está longe de ser uma articulação simples:

“Imagine que você tem uma coleção de pedras, e você rompe um monte de elásticos ao redor delas. Isso é praticamente uma descrição do que acontece com um tornozelo.”

Prof Hogan e seus colegas do MIT’s Newman Laboratory for Biomechanics and Human Rehabilitation, realizaram um estudo onde usaram o Anklebot para medir a rigidez do tornozelo em várias direções.

Eles escrevem sobre suas descobertas em um artigo publicado recentemente na IEEE Transactions on Neural Systems and Rehabilitation Engineering.

Anklebot é um robô montado com uma joelheira e conectado a um sapato feito sob medida, que o paciente posiciona quando sentado. Uma vez que eles estão conectados, o robô move o pé do paciente de acordo com um padrão pré-definido, em direções diferentes, dentro da amplitude normal de movimento do tornozelo.

Eletrodos gravam o deslocamento angular e o torque necessário para vencer a rigidez do tornozelo.

Quando eles testaram o Anklebot em voluntários saudáveis, a equipe descobriu que o tornozelo é mais forte quando se desloca o pé para cima e para baixo (flexão plantar e dorsiflexão). A rigidez é menor quando se desloca o pé para os lados, principalmente durante a inversão.

Prof. Hogan diz que espera que seus resultados ajudem os fisioterapeutas e médicos a entenderem melhor os tipos de limitações físicas que os pacientes com acidente vascular cerebral ou com experiência de distúrbios motores sofrem.

Antes deste último estudo, a equipe já havia testado o Anklebot como uma ferramenta de fisioterapia para ajudar pacientes que sofreram derrame e tiveram dificuldade para caminhar.

Os pacientes realizaram sessões diárias, onde, sentados em uma cadeira, permaneceram ligados à Anklebot. No início, o robô fez todo o trabalho para gerar os movimentos, relaxando os músculos. Mas, aos poucos, já que os pacientes começaram a reaprender o movimento dos tornozelos, o robô ajudava cada vez menos.

Prof. Hogan explica que o importante é que a máquina pára de atuar, à medida que o paciente já não precisa tanto. “Nós não empurramos o membro. O paciente tem que fazer alguma coisa.”

O Anklebot é diferente de outras terapias robóticas, pois permite que o paciente gradualmente contribua mais para gerar o movimento, ao invés de fazer todo o trabalho como uma forma de treinar os músculos.

Eric Perreault, professor de Engenharia Biomédica, Medicina Física e Reabilitação da Universidade de Northwestern, não participou da pesquisa. Mas disse que a equipe do MIT’s nos deu a primeira visão sobre como a ativação muscular muda a mecânica do tornozelo, algo que é muito relevante para lesões no tornozelo, como entorses comuns. Ele observa:

“Uma extensão interessante deste trabalho é que pode ser possível treinar os indivíduos para ativar a sua musculatura do tornozelo de uma maneira que ajude a reduzir o risco de lesões. Um benefício mais imediato do estudo é que ele apresenta um método para a quantificação do impacto das terapias de reabilitação existentes sobre as propriedades mecânicas do tornozelo.”

Fonte: Medical News Today