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7 jul 2013

Fibromialgia: os sintomas da doença e os tratamentos

A fibromialgia é uma doença de difícil diagnóstico e que não tem cura, mas pode ser amenizada. Saiba tudo sobre o problema e conheça os sintomas e as terapias que aumentam o bem-estar e a qualidade de vidaQuem sofre desse transtorno sabe quão complicado ele é para ser descoberto e combatido. Um mix de sensações ruins, como dor, fadiga, indisposição e dificuldade para dormir, se manifesta dando margem para várias possíveis doenças serem diagnosticadas, como hipotireoidismo e lúpus. A artrite reumatoide é frequentemente relacionada com a disfunção, porém uma não tem nada a ver com a outra. “Embora a fibromialgia envolva músculos, tendões e ligamentos, ela não causa inflamação ou dano às articulações, aos músculos, tecidos e órgãos”, explica Tatiana Hasegawa, reumatologista de São Paulo.

Mas como surge esse transtorno? Acredita-se que diferentes fatores, isolados ou combinados, desencadeiam a fibromialgia, como mudanças hormonais, lesões repetitivas e traumas emocionais (um acidente automobilístico, por exemplo). E há gatilhos que favorecem seu aparecimento, desde clima úmido, tensão, sedentarismo e postura incorreta até depressão e ansiedade. Há quem defenda que fatores genéticos ou hereditários teriam envolvimento com a disfunção, mas ainda faltam pesquisas para confirmar a relação. “Existem casos de filhos de mulheres com fibromialgia que apresentaram os sintomas da doença antes mesmo dos 18 anos”, diz Milton Helfenstein Jr., reumatologista (SP).

SENSÍVEL DEMAIS

A dor é o pior drama, pois uma vez desencadeada é difícil inibi-la: os pontos sensíveis passam por cabeça, pescoço, ombros, costas, braços, quadris e pernas. “É importante o paciente entender que a dor é a própria doença e não um alarme de algo que ainda não foi revelado”, esclarece Moisés Cohen, do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte (SP). O incômodo ocorre ao longo da vida, oscilando de acordo com variantes físicas e emocionais. E infelizmente não é só: a pessoa ainda pode ter problemas de concentração e memória, síndrome do intestino irritável ou das pernas inquietas, formigamento nas extremidades, dormência dos membros, ciclos menstruais dolorosos, tontura, inchaço, palpitações e transtornos do humor.

Apesar de o quadro não ser incapacitante, no dia a dia ele prejudica a qualidade de vida de quase a totalidade dos pacientes. Como não existem exames que por si só confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do médico é o que conta e é fundamental para o sucesso do tratamento. “Exames são usados apenas para descartar outras doenças que podem ser confundidas com a fibromialgia”, explica Moisés Cohen. A enfermidade não tem cura, no entanto pode e deve ser controlada. Ela também não é progressiva nem fatal. A mudança nos hábitos de vida é fundamental. O ócio, o tabagismo e a obesidade, por exemplo, agravam o quadro. Com relação ao cigarro, um estudo americano com 233 pacientes, sendo 51 fumantes, constatou que os tabagistas apresentam maior incapacidade funcional e sensações de dormência e/ou formigamento, provocados pela doença. Conheça o que já existe contra esse distúrbio, as terapias complementares que também dão resultado e o que há de novo.

TRATAMENTOS TRADICIONAIS

MEDICAMENTOS

Geralmente, são recomendados vários tipos: analgésicos, drogas com efeito antidepressivo e para dor neuropática (causada por dano no sistema nervoso), sedativos (para relaxar músculos tensos e dolorosos) e antidepressivos associados a neuromoduladores (aumentam a sensação de bem-estar e inibem a dor).

ATIVIDADE FÍSICA

Embora a dor e a fadiga possam dificultar a execução de exercícios, é determinante ser o mais ativo possível. “Quando a pessoa mexe o corpo, as endorfinas liberadas pelo cérebro promovem efeito analgésico e relaxante, o que diminui a dor e ajuda a dormir bem”, salienta Elizabete Mamede Gomes, personal trainer de São Paulo. As modalidades mais recomendadas são caminhada, hidroginástica, natação ou alongamento, que devem ser praticadas no mínimo três vezes por semana, por 30 minutos.

RELAXAMENTO FÍSICO E MENTAL

Técnicas de respiração, relaxamento e visualização, em que a pessoa imagina caminhos para o alívio da doença, são benéficas para trazer tranquilidade à mente e ao corpo e amenizar o quadro de dor, stress e depressão.

FISIOTERAPIA

A combinação de fisioterapia com terapia ocupacional ensina o paciente a administrar a dor e equilibrar de forma adequada atividade e descanso. “Qualquer movimento fisioterapêutico deve atingir o ponto de resistência leve, não o de dor”, alerta Moisés Cohen.

SONO REPARADOR

É fundamental dormir bem e manter uma rotina de horas de sono para diminuir a dor e a fadiga inerentes à fibromialgia. A pessoa tem que acordar mais descansada do que quando foi dormir. Para isso, pode ser necessário o uso de medicamento, como a amitriptilina, que não causa dependência.

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

A psicoterapia e o acompanhamento psiquiátrico são necessários para pacientes com instabilidade emocional e quadros depressivos associados.

TRATAMENTOS COMPLEMENTARES

 

ACUPUNTURA COM ELETROTERAPIA

A utilização de aparelho que emite estimulação elétrica na agulha (em frequência alta e baixa) relaxa a musculatura e ajuda o corpo a liberar endorfinas, promovendo efeito analgésico.

MASSAGEM

Num estudo espanhol, pesquisadores submeteram os pacientes a 90 minutos de massagem miofascial durante 20 semanas. Resultado: menos dor e ansiedade. No método, o fisioterapeuta faz o alongamento do tecido que envolve o músculo e que normalmente é contraído com a doença.

PERDA DE PESO

Baixar 4,4% do peso pode diminuir os sintomas, já que o sobrepeso contribui para a fadiga e o stress das articulações. Um estudo norueguês mostra que o excesso de gordura em mulheres aumenta em até 70% o risco de fibromialgia. É que elevados níveis de substâncias inflamatórias como as citocinas são comuns em pessoas obesas e com fibromialgia.

SHIATSU

Essa massagem japonesa diminui as dores crônicas generalizadas, de acordo com uma pesquisa da fisioterapeuta Susan Yuan, da Universidade de São Paulo (USP). Após 16 sessões do tratamento, foram observados efeitos muito positivos também no sono. O shiatsu desbloqueia o fluxo de energia vital, cujo acúmulo em áreas do corpo provoca dor. Isso melhora a circulação sanguínea, reduz a tensão muscular e libera analgésicos naturais.

Fonte: Women’s Health