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27 ago 2013

Novo programa de computador ajuda a detetar cancro de pulmão

Exames de tomografia computadorizada podem salvar vidas mas são imperfeitos, dizem cientistas

 Novo programa de computador ajuda a detetar cancro de pulmão

Um modelo de cálculo de risco do cancro do pulmão pode ajudar os médicos a acabarem com os erros quando avaliam se uma mancha numa tomografia a um pulmão de um fumador é maligna ou não, anunciaram hoje investigadores.

As tomografias computadorizadas podem salvar vidas, mas não são perfeitas e podem levar a cirurgias desnecessárias em 25 por cento dos casos, assinalam cientistas, num artigo publicado na revista New England Journal of Medicine.

O modelo descrito ajudou os médicos a decidirem corretamente, numa proporção de nove em cada dez vezes, se uma mancha ou uma lesão no pulmão é benigna ou maligna.

O modelo inclui uma calculadora de riscos, que avalia a idade, o sexo, o histórico familiar, o enfisema, a localização do nódulo e outras características.

“Temos evidências de que o nosso modelo e calculadora de risco podem prever que anormalidades, reveladas por uma primeira tomografia, requerem ou não seguimento, como uma nova tomografia, uma biopsia ou cirurgia”, afirmou Stephen Lam, um dos coautores do estudo e professor de medicina na universidade canadiana de British Columbia.

De acordo com Martin Tammemagi, investigador na Universidade de Brock, também no Canadá, o modelo propõe-se reduzir o número de exames desnecessários e aumentar o diagnóstico rápido de cancro do pulmão em pessoas que têm risco elevado de desenvolver nódulos.

A ferramenta foi testada em quase três mil pessoas, incluindo antigos e atuais fumadores, entre os 50 e os 75 anos, que fizeram tomografia computadorizada.

Os cientistas descobriram que nódulos maiores não significam sempre cancro e que a doença se manifestava mais na parte superior do pulmão do que nos lóbulos inferiores.

O modelo de análise de risco ajudou a determinar corretamente se um nódulo era ou não cancerígeno em 94 por cento dos casos, o que os investigadores consideram ser um “prognóstico de excelente exatidão”.

Fonte: SAPO Saúde